Falar, não fazer

6 de Jan de 2017

Recordações de um passado que não acabou. No dia 15 de dezembro de 2010, o então presidente Lula registrou, junto à Associação dos Notários e Registradores do Brasil, uma publicação, com 2.200 páginas em seis volumes, intitulada “Balanço de Governo 2003-2010”.

Palavras são muito mais fáceis do que obras. Desde que o mundo é mundo, todo político prefere o falar ao fazer.

Mas nosso tempo inovou. Devemos isso aos papas da Análise do Discurso nos últimos cinquenta anos, acompanhados em procissão pelos sequazes do Relativismo e aplaudidos pelos pulhas do Políticamente Correto.

Graças a estes luminares das Ciências Humanas, hoje um político pode bradar sofismas, veleidades e mentiras da forma mais descarada, porque sempre encontrará uma quadrilha de “intelectuais”, afinados com seus preconceitos, capazes de trajar a canalhice em brancas vestes de seda.

São os que aplaudem a súcia esquerdopata, decerto. São também os que justificam as barbaridades vomitadas pelo clero “evangélico” e outros criminosos que se escondem atrás de suas religiões. São os que defendem o absurdo de uma “intervenção militar constitucional”.

Há loucos e estúpidos de todos os matizes. A Internet deu voz a todos. Pena que, como em qualquer agrupamento social, os que mais berram são os que menos têm o que falar. Ainda estamos aprendendo a lidar com este desafio.

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LC, o Quartelmestre

Também conhecido como Luiz Cláudio Silveira Duarte. Escritor, poeta, pesquisador, jogador, polímata, filômata... está bom para começar.