Sentindo uma nuvem

2 de Fev de 2021

Hoje, na minha caminhada, senti uma nuvem.

Quando saí do hotel, ela estava perto, na direção do nascente. Escondia a luz que começava a aparecer, mas ao seu lado os rosas já pintavam suas irmãs. Escura, alta, grande, forte. Linda.

Ela já estava se desfazendo, se espalhando pelo ar. Mas, enquanto estava ali, ainda me alcançou. Não como chuva. Um toque delicado.

Como a carícia que mais sugere do que roça.

Como o hálito que, sem falar, diz “vem”.

Senti-lhe as gotas minúsculas na face. Depois, passou a me abraçar.

Segui caminho, sentindo, vendo como mudava sob o Sol.

Quando eu voltava ao hotel, já não era ela e sim elas, recebendo a luz.

No mesmo ponto onde eu recebera o seu hálito, voltei a sentir a carícia. Não em despedida, mas em um “espero”.

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LC, o Quartelmestre

Também conhecido como Luiz Cláudio Silveira Duarte. Escritor, poeta, pesquisador, jogador, polímata, filômata... está bom para começar.