Os beijos

17 de Mai de 2022

Há beijos que ferem,
lancetam e curam
inchaços escuros
deixados por olhos
gelados, silentes,
promessas em vão.

Há beijos de amor
amargo, cansado
não ferem nem curam
e sim continuam
emprestam calor
que já não aquece
lembranças e mãos.

Amigos, não beijo
(amigas, desejo!)
faria sem pejo
mas nestes brasis
tais beijos são vis
então me contento
amigos eu beijo
com alma, intento.

Meus filhos são beijos
assim eu os vejo
no peito a dor
orgulho, saudade.

Amores e beijos
Tão fácil amar
Gostoso beijar
Sorrisos gentis
Amassos febris
Beijando, criar
Tocar e mostrar
Provar e sorver
Mas não prometer
(Melhor é fazer!)
Promessas deixar
O vento levar
E beijar o mar.

Somente assinantes podem enviar comentários.

Assine agora!

Já tem uma assinatura? Entre!

LC, o Quartelmestre

Também conhecido como Luiz Cláudio Silveira Duarte. Escritor, poeta, pesquisador, jogador, polímata, filômata... está bom para começar.