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Um funeral

12 de Mar de 2023

Hoje nos despedimos de minha mãe. Ela foi sepultada no Campo da Esperança, o belo cemitério de Brasília.

É claro que todo funeral é um momento de tristeza e de saudade. Mas o funeral dela foi muito mais do que isso: foi principalmente um momento de alegria, de serenidade, de paz. Fiquei profundamente feliz em ouvir risos, lembranças de momentos especiais, felicidade compartilhada.

Recebemos todos com um abraço e um sorriso, com palavras de carinho e de agradecimento por estarem ali conosco, celebrando a memória de minha mãe. Tristeza e alegria não são antagônicas, e podemos rir em meio ao choro.

Ajudei a fechar o caixão de minha mãe, como ajudei a levá-lo. Meus filhos ali estavam, também ajudando. Lembrei da parábola: “ele não pesa, papai, ele é meu irmão”.

Na sepultura, deitamos rosas sobre o caixão. A memória física do que foi minha mãe agora repousa abraçada por nossa mãe-Terra, sob pétalas de rosas.

Saí de lá com o coração leve, erguido e sustentado pelo carinho e pelo cuidado de tantas pessoas, presentes mesmo que em espírito.

Muito obrigado.

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LC, o Quartelmestre

Também conhecido como Luiz Cláudio Silveira Duarte. Escritor, poeta, pesquisador, jogador, polímata, filômata... está bom para começar.