A consistência como virtude

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Ouvia, há pouco, o Josias de Souza dizer que Bolsonaro, a um passo de ir para a cadeia, agora dá valor aos direitos humanos dos presos, de quem antes escarnecia.

Com a devida vênia ao nobre jornalista, peço para discordar. Ele ainda mantém a mesma consistência, a mesma constância, que sempre demonstrou por toda a sua vida pública.

Neste sentido, ele continua a querer todos os direitos, benesses, vantagens, mordomias, propinas, salamaleques, rapapés, bonomias, lambidas, genuflexões, e chuveiros, dourados ou não.

Também com a mesma constância, ele continua a rejeitar deveres, limites, controles, decoros, restrições, decências, leis, normas, mandamentos, morais, responsabilidades.

Nada mudou. Ele segue achando que as regras são só para os outros, e que apenas as regras de seu arbítrio têm qualquer valor.

Não se pode negar a Bolsonaro a virtude da consistência; por toda a sua vida pública, suas crenças e seus princípios sempre estiveram no mesmo nível de sua coragem, de sua honra, de sua virtude.



2025 Luiz Cláudio Silveira Duarte https://quartelmestre.com
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