Madeira

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vou crescendo anéis
um ano após outro
aqui mais espesso
um outro mais fino
vão ficando dentro
já não os alcanço
até os esqueço
mas estão comigo
criando a forma
que ganho da vida

são muitas histórias
são muitas memórias
que vivas transmutam
aquilo que lembro
ou penso lembrar
aquele que fui
num outro lugar
aquilo que sonho
em meu desejar

eu sei que chorei
e ri e brinquei
eu sei que amei
pois nunca parei

não sei se sonhei
um beijo que dei
perdido no olhar
que mostrava o mar

é mais um anel
bem fino, delgado
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Madeira
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2025 Luiz Cláudio Silveira Duarte https://quartelmestre.com
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