Os beijos

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    Há beijos que ferem,
    lancetam e curam
    inchaços escuros
    deixados por olhos
    gelados, silentes,
    promessas em vão.

    Há beijos de amor
    amargo, cansado
    não ferem nem curam
    e sim continuam
    emprestam calor
    que já não aquece
    lembranças e mãos.

    Amigos, não beijo
    (amigas, desejo!)
    faria sem pejo
    mas nestes brasis
    tais beijos são vis
    então me contento
    amigos eu beijo
    com alma, intento.

    Meus filhos são beijos
    assim eu os vejo
    no peito a dor
    orgulho, saudade.

    Amores e beijos
    Tão fácil amar
    Gostoso beijar
    Sorrisos gentis
    Amassos febris
    Beijando, criar
    Tocar e mostrar
    Provar e sorver
    Mas não prometer
    (Melhor é fazer!)
    Promessas deixar
    O vento levar
    E beijar o mar.


2024 Luiz Cláudio Silveira Duarte https://quartelmestre.com
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