Ferros

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    sinto seu calor
    pingos delicados
    abraço de pernas
    os seios me roçam
    chamam, desafiam
    língua sobe, toca
    aplico meus dentes
    a mão me procura
    encontra, encaixa
    suave descida
    seguro, aperto
    apalpo, conduzo
    chamado, invado
    desbravo caminhos
    seus olhos fechados
    a boca, nem tanto
    buscamos a pressa
    a força mais funda
    seu grito me marca
    ouvidos e alma
    qual ferro em brasa
    provoca meu corpo
    agora vou eu
    com ferro marcar


2024 Luiz Cláudio Silveira Duarte https://quartelmestre.com
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