Águas

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    Areias, não piso
    Deixei para trás
    Os ventos salgados
    As aves alegres
    As vistas infindas.

    À noite não durmo
    Ouvindo marulho
    Agora, o que ouço
    São carros, pessoas
    Barulhos urbanos
    Vou me acostumar.

    Mas nunca deixei
    E trago comigo
    Águas de luar
    Espumas de sonhos
    Os olhos de mar
    Lagunas serenas
    Onde mergulhar
    As águas bem claras
    Que quero beijar
    Sentir, abraçar,
    Cheirar, carinhar,
    Tocar, deleitar,...

Não deixo de amar.



2024 Luiz Cláudio Silveira Duarte https://quartelmestre.com
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